Arquivo da categoria ‘Reflexão’

Aborto, uma viagem impedida

Sexta, 31 de Julho de 2009

Imagine que você esteja programando uma viagem há muitos anos, e que ela fosse a coisa mais importante de sua vida, onde você conseguiria alcançar progressos, construir novas amizades, restabelecer afetos que foram desfeitos por atos impensados de sua parte no passado, conquistar o amor de pessoas, reencontrar novamente a pessoa que você mais ama, colaborar com avanços para a sociedade e em um determinado dia alguém lhe diz que você finalmente irá fazer essa viagem, e que só terá que aguardar nove meses. Certamente você ficará muito feliz, pois esperava há muito por esse dia! Mas passados alguns meses sua viagem é impedida por alguém, sem que lhe pergunte nada, ou lhe deem alguma explicação.

Como você se sentiria? Pois para a pessoa que impediu sua viagem, pouco importou se você está vivo ou não! Pouco importou se você tem sentimentos, se esses sentimentos foram feridos, etc. Certamente você ficará muito triste e dependendo de seu temperamento ficará com muita raiva, não é mesmo?

Bom, com isto certamente antes de você impedir a viagem de alguém um dia, irá pensar nas conseqüências que este seu ato podem gerar. Pois assim como feriram seus sentimentos, os dele ou dela serão feridos também. Se você é a pessoa que espera esse viajante, imagine quantos benefícios ele pode lhe trazer no futuro, imagine as mudanças boas que ele fará em seu modo de vida, os cuidados que ele, com o amor que será acolhido, lhe dedicará no futuro quando você precisar do amor dele. Imagine que você impedindo a viagem desse Ser pode estar impedindo a chegada de um benfeitor para a humanidade, de um bom médico, cientista, religioso, político ou um homem de bem.

Imagine quantas oportunidades de resgate de débitos anteriores, de desentendimentos, poderão deixar de ser resgatados no impedimento da chegada desse viajante!

Essa é uma visão que podemos ter no caso do feto que está se desenvolvendo, e por um ato de desespero da mãe, por um ato muitas vezes impensado dos pais, ou por pressões da família, acaba por ser impedido de concluir a sua viagem e nascerem. Para muitos só há vida quando a criança nasce, nem imaginam que é na concepção, ou seja, quando o espermatozóide fecunda o óvulo, que a alma se liga ao feto que se desenvolverá durante nove meses, esse feto possuindo uma alma, tem sentimentos, dores, prazeres, desgostos e como nos referimos acima, muitos projetos futuros para a vida na Terra, assim como você que aguarda esse viajante e pensa em impedi-lo de concluir sua viagem, tem e teve projetos e sentimentos para sua vida! Antes de impedir a viagem de alguém, pense e reflita sobre essa foto, tirada durante uma cirurgia realizada em um feto ainda dentro da barriga de sua mãe, onde o bebê segura a mão do médico que estava operando.

Rogério Fernando
fernandosilva_art@hotmail.com

Para saber mais:
O Livros dos Espíritos - Allan Kardec

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Julgar as Pessoas

Quarta, 22 de Abril de 2009

No trânsito, ficamos irritados com o carro que passa em alta velocidade, enviamos muitas vezes toda nossa indignação através da nossa energia, mas não sabemos o motivo que leva aquele carro a andar em tão alta velocidade. E se o motorista está indo em emergência para um hospital? Não sabemos, e mesmo assim julgamos.

Em nosso dia a dia, fazemos isso constantemente, julgamos pessoas, situações, tudo isso sobre nossa ótica. Apesar de fazer isso o tempo todo, não gostamos que nos julguem, principalmente quando dizem algo sobre nós que não é verdade. E porque fazemos isso com as outras pessoas?

Este artigo poderia analisar a questão do julgamento de várias formas, vou escolher uma delas para aprofundar.

O tempo todo, nós estamos projetando um pouco de “nós” no mundo. Podemos acordar pela manhã, abrir as janelas e olhar o dia lá fora e pensar: _ Que dia maravilhoso! E acordar no dia seguinte, o dia estar do mesmo jeito e a gente dizer: _ Que dia horrível! O que mudou? O nosso estado emocional, o nosso interior. Cada um de nós temos uma forma única de ver o mundo. Diz Emmanuel que somos o que pensamos.

Dei o exemplo do dia maravilhoso ou horrível, mas o mesmo funciona para nossas relações. Muitas vezes encontramos uma pessoa que não a suportamos, criticamos suas atitudes, seu jeito. Joanna de Ângelis vai dizer no livro “O Ser Consciente” que “há uma necessidade de combater nos outros o que é desagradável em si mesmo”. E durante toda a Série Psicológica¹ ela vai dizer por várias vezes que tudo o que não gostamos nos outros, nós temos em nós. Projetamos nossos defeitos nos outros.
Isso nos faz pensar… quando encontramos aquela pessoa que achamos egoísta, no fundo, não é com ela que ficamos nervosos, mas ficamos irritados em saber que também somos tão egoístas quanto ela. Quando combatemos essa pessoas, no fundo estamos tentando combater nossas más inclinações.
Portanto, caro leitor, muito cuidado com os seus julgamentos, provavelmente, aquele defeito que você vê nas outras pessoas, faz parte da sua personalidade.

Outra questão muito interessante, é que nós só nos ofendemos com alguma coisa que alguém nos diz, quando concordamos com a pessoa. Vou dar alguns exemplos para ficar mais claro. Vamos imaginar que uma pessoa muito magra, seja chamada de gorda, essa pessoa não irá se irritar por ter sido chamada de gorda, pois ela sabe que não é gorda, mas talvez se a chamarem de magra, magrela, ela se irrite. Lembrando… só nos irritamos quando concordamos com o que a pessoa esta dizendo. Outro exemplo, uma pessoa chega para uma mãe e diz: _ Você é uma mãe desnaturada, você não cuida bem dos seus filhos, etc… Se essa mãe ficar irritada, ofendida ou se revoltar, mostra que ela concorda com a pessoa que disse, mostra que no fundo ela pensa mesmo isso dela, agora, se é uma mãe bem resolvida, não irá se irritar, pois ela sabe que é uma boa mãe. Esses exemplos servem para nos conhecermos melhor. Estamos nos irritando com as outras pessoas? Com o que elas dizem sobre nós? Será que concordamos com elas?

A proposta deste artigo foi trazer material para refletirmos e percebemos que às vezes achamos que estamos julgando as pessoas, mas que no fundo, estamos julgando a nós mesmos. Que possamos tomar mais cuidado com nossos julgamentos.

Paz a todos.

Bruno Rodrigues

¹Série Psicológica: Conjunto de livros, escritos pelo Espírito Joanna de Ângelis, através do médium Divaldo Franco, sobre a Psicologia à Luz do Espiritismo.

Para saber mais:
O Ser Consciente - Espírito Joanna de Ângelis, médium Divaldo Pereira Franco

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Eu estou sempre certo?

Quinta, 19 de Março de 2009

Sempre que existe qualquer desentendimento entre duas pessoas, uma se avalia como estando totalmente certa, enquanto a outra, pelo contrário, está totalmente errada. É comum vermos pessoas comentando que tiveram divergências com alguém, em que se envaidecem de terem massacrado esse mesmo alguém, em suas colocações “sempre corretas”. Mesmo que possa ter várias interpretaçõeso para o motivo da discórdia, nós não concedemos a possibilidade de que a outra pessoa possa estar correta em alguma delas. Não! A nossa razão tem que ser plena (100%), e nem uma chance para o nosso contendor.

Ora, se fizermos uma reflexão desapaixonada, isenta de protecionismo do nosso “eu”, será que não vamos perceber que o nosso semelhante pode estar certo em alguns pontos da discussão?Ou até mesmo completamente certo? Por que temos que ser infalíveis? E só o outro comete erros? Precisamos nos conscientizar de que todos somos seres falíveis, pessoas com virtudes e defeitos, e normalmente sempre mais defeitos e que podemos expressá-los de acordo com o momento, ora sobressaindo o nosso lado bom( virtuoso), ora sobressaindo o nosso lado mau (vicioso). E por que isso ocorre? Em nosso entendimento, o problema está focalizado na falta de conhecimento de si próprio. A medida que o indivíduo vai se conhecendo melhor, percebe o quanto é falho e passa a enxergar com mais acuidade o seu próprio “eu”, reconhecendo as suas inúmeras deficiências. Isto faz com que a pessoa não se sinta mais o dono exclusivo da razão, tornando-se mais humilde, reconhecendo seus erros, sendo capaz de pedir perdão ao seu semelhante, quando sentir que, por qualquer motivo ofendeu a este, que praticou qualquer ato indigno ao seu próximo.

Para a nossa evolução espiritual, devemos enveredar pela prática mais difícil, que é abdicarmos de querer ser privilegiado, ser sempre o primeiro e por aí vai. Temos que desenvolver o sentimento de amor ao próximo, pô-lo como prioridade nas nossas rogativas. Amando ao próximo, vamos desejar que ele seja tão feliz como desejamos ser. Deveremos pedir a Deus por nós e por nossos familiares, mas principalmente, por aqueles que ainda encontram sérias dificuldades em encontrar o caminho da sua reforma íntima, o caminho que os leve para mais próximo de Deus e de uma vida mais feliz. Não esqueçamos de que ao fim desta jornada seremos chamados a explicar qual a evolução do nosso aprendizado no período desta existência.

Que a Paz de Deus e o Amor de Jesus esteja com todos.

José Carneiro Campelo

Evangelho Segundo o Espiritismo - trecho sobre eutanásia

Terça, 17 de Março de 2009

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo V - Bem Aventurados os Aflitos. Allan Kardec

28. Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito poupar alguns instantes de angústias, apressando seu o fim?

Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir o homem até a borda do fosso, para daí o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar idéias diversas das que tinha? Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A Ciência não se terá enganado nunca em suas previsões? Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar desesperadores; mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades! Pois bem: essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento. O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é inapto a compreender essas coisas; o espírita, porém, que já sabe o que se passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento. Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai- vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque
esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro. – São Luís. (Paris, 1860.)

Trecho retirado do ESE, nesta página:

http://www.uniaoespirita.org.br/page003.aspx

Crescendo a cada dia

Sábado, 17 de Janeiro de 2009

A cada experiência terrena galgamos um degrau em nossa caminhada evolutiva, “a natureza não da saltos”, somos sempre o que temos de melhor a cada existência , doamos ao mundo a cota do que sabemos e sempre acreditamos que nossa individualidade é o melhor meio de crescimento seja ele material ou espiritual.

Nossa realidade é de uma estreiteza fora do comum, não conseguimos visualizar uma vida coletiva, não entendemos as dificuldades do próximo e muito menos a aparente felicidade de cada um.

A procura incessante de algo que nos faça acreditar que a vida vale a pena nos leva muitas vezes a seguir inteligências conturbadas pelo egoísmo e despeito ao crescimento alheio, causando acumulo de responsabilidades com débitos por assim dizer em nossas vidas .

Bom será quando nós direcionarmos nossas energias ao bem coletivo para que possamos crescer individualmente não constrangendo o próximo a se curvar diante de nossas ideologias.

Hoje com o acréscimo da consciência sabemos que realmente temos muito mais a dar do que queremos, mas não nos movimentamos em prol do nosso semelhante com diretrizes de igualdade, temos por obrigação levar a frente tudo que temos de melhor, mas sempre respeitando o momento evolutivo de cada ser.

Anselmo Benites Heib
abheib@hotmail.com

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