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Materialização de Espíritos na História da Humanidade – Parte 2

Sábado, 1 de Agosto de 2009

Saindo dos relatos bíblicos vamos nos voltar para fatos de materializações que ocorreram em uma época mais próxima de nossa atualidade: Em 11 de dezembro de 1847, a família Fox instalou-se em uma casa modesta na povoação de Hydesville, no estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, distante cerca de trinta quilômetros da cidade de Rochester.

O grupo compunha-se do chefe da família, Sr. John D. Fox, da esposa Sra. Margareth Fox e de mais duas filhas: Kate, com 11 e Margareth, com 14 anos de idade. O casal possuía mais filhos e filhas. Entre estas, Leah, mais velha, que morava em Rochester, onde lecionava música. Devido aos seus casamentos, foi sucessivamente conhecida como Sra. Fish, Sra. Brown e Sra. Underhill. Leah escreveria um livro, “The Missing Link” (New York, 1885), no qual faz referência às supostas faculdades paranormais de seus ancestrais.

Inicialmente, apenas Margareth e Kate tomaram parte nos acontecimentos. Posteriormente, Leah juntou-se a elas e teve participação ativa nos episódios subseqüentes ao de Hydesville. Vejamos uma declaração de um desses fatos:

“Na noite de sexta-feira, 31 de março de 1848, resolvemos ir para a cama um pouco mais cedo, e não nos deixamos perturbar pelos barulhos; íamos ter uma noite de repouso. Meu marido, que aqui estava em todas as ocasiões, ouviu os ruídos e ajudou a pesquisar. Naquela noite fomos cedo para a cama - apenas escurecera. Achava-me tão alquebrada e com falta de repouso que quase me sentia doente. Meu marido não tinha ido para a cama quando ouvimos o primeiro ruído naquela noite. Eu apenas me havia deitado. A coisa começou como de costume. Eu a distinguia de qualquer outro ruído jamais ouvido. As meninas, que dormiam em outra cama no quarto, ouviram as batidas e procuraram fazer ruídos semelhantes, estalando os dedos. Minha filha menor, Kate, disse, batendo palmas: ‘Senhor Pé Rachado, faça o que eu faço.’ Imediatamente seguiu-se o som, com o mesmo número de palmadas. Quando ela parou, o som logo parou. Então Margareth disse, brincando: ‘Agora faça exatamente como eu. Conte um, dois, três”, quatro”., e bateu palmas. Então os ruídos se produziram c omo antes. Ela teve medo de repetir o ensaio. Então Kate disse, na simplicidade infantil: ‘Oh! Mamãe! Eu já sei o que é: amanhã é 1 de abril e alguém quer nos pregar uma mentira.’


“Então pensei em fazer um teste que ninguém seria capaz de responder. Pedi que fossem indicadas as idades de meus filhos, sucessivamente. Instantaneamente foi dada a exata idade de cada um, fazendo pausa de um para outro, a fim de separar, até o sétimo, depois do que se fez uma pausa maior e três batidas mais fortes foram dadas, correspondendo à idade do menor, que havia morrido”.


“Então perguntei: É um ser humano que me responde tão corretamente? Não houve resposta. Perguntei: É um espírito? Se for, dê duas batidas. Duas batidas foram ouvidas assim que fiz o pedido. Então eu disse: Se for um espírito, produzindo um tremor na casa. Perguntei: Foi assassinado nesta casa? A resposta foi como a precedente. A pessoa que o assassinou ainda vive? Resposta idêntica, por duas batidas. Pelo mesmo processo verifiquei que fora um homem, que o assassinaram nesta casa e os seus despojos enterrados na adega; que a família era constituída de esposa e cinco filhos, dois rapazes e três meninas, todos vivos ao tempo de sua morte, mas que depois a esposa morrera. Então perguntei: Continuará a bater se chamarmos os vizinhos para que também escutem? A resposta afirmativa foi alta.”

Após este episodio e outros de manifestações físicas, entre elas o das camadas “mesas girante” que ocorreram na Europa e na América. Diversos homens estudiosos de varias Ciências e principalmente do magnetismo, se propuseram a estudar e esclarecer esses fatos, entre esses homens destaca-se o Codificador da Doutrina Espírita, Professor Hippolyte Leon Dénizard Rivail (Allan Kardec).

Conforme o seu próprio depoimento, publicado em Obras Póstumas, foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenômeno das “mesas girantes”, bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal de que era estudioso, só em maio de 1855 sua curiosidade se voltou efetivamente para as mesas, quando começou a freqüentar reuniões em que tais fenômenos se produziam.

Convencendo-se de que o movimento e as respostas complexas das mesas deviam-se à intervenção de espíritos, Rivail dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão da realidade baseada na necessidade de integração entre os conhecimentos científicos, filosóficos e moral, com o objetivo de lançar sobre o real um olhar que não negligenciasse nem o imperativo da investigação empírica na construção do conhecimento, nem a dimensão espiritual e interior do Homem.

Com o conjunto dos estudos já realizado e mensagens psicografadas vindas da América e da Europa, possuindo uma homogeneidade entre a respostas obtidas para as mesmas perguntas de diversos assuntos voltados para as questões da vida e da espiritualidade, e de diversas sessões mediúnicas realizadas por Kardec, juntamente com os médiuns que lhe auxiliaram, surgiu em 1857, à primeira obra da Doutrina Espírita:“O Livro dos Espíritos”. Mas somente na segunda obra, “O Livro dos Médiuns”, Kardec trata da questão das materializações e manifestações físicas dos espíritos com mais especificidade.

Entre alguns estudiosos dos fenômenos de materializações que se propunham verificar e esclarecer para compreender os acontecimentos mediúnicos, havia também aqueles que queriam comprovar que tudo não passava de uma farsa, mas acabaram por chegar a outras conclusões, e este é o caso de William Crookes:

Entre 1871 e 1874, o físico e químico inglês William Crookes lançou-se à investigação dos fenômenos produzidos por médiuns europeus e norte-americanos. Ele assim descreveu as condições às quais submeteu os médiuns para suas investigações: “Eles devem estar na minha casa, em frente do grupo de pessoas que eu selecionarei, sob minhas condições.” (Doyle 1926: volume 1, 177).

Florence Cook, que à época tinha apenas 15 anos de idade, sozinha na casa de Crookes e com a família e amigos dele como testemunhas, materializou o espírito de Katie King, que caminhou na casa, conversou, permitiu ser pesada e medida, e ainda segurou em seus braços o bebê da família (Doyle 1926: volume 1, 241). As seções eram feitas no escuro, pois assim as materializações apresentavam-se melhor, apesar de ocasionalmente ter sido usada luz vermelha para obtenção de fotografias.

Como freqüentemente constatado fenômenos desta natureza, o peso e a altura de Katie materializada, variavam. Entretanto, ela sempre era mais alta que Florence Cook, com um rosto mais largo e diferentes tipos de cabelo e pele. De acordo com testemunhas, ambas eram visíveis no mesmo momento, assim Florence não poderia ter assumido o papel do espírito (Doyle 1926: volume 1, 235-240).

O relatório de Crookes, publicado em 1874, continha afirmações de que Florence Cook, bem como os médiums Kate Fox e Daniel Dunglas Home, produziam genuínos fenômenos espirituais (Crookes, 1874). A publicação deste causou grande alvoroço, e o seu testemunho sobre Katie King foi considerado o ponto mais polêmico no relatório. Crookes quase perdeu a sua posição de membro da Royal Society, não mais se envolvendo em investigações espíritas (Doyle 1926: volume 1, 169).

No Brasil com relação a materializações damos destaque ao médium Francisco Peixoto Lins, o Peixotinhoique, juntamente com Chico Xavier realizou varias sessões de materializações e de curas, entre as sessões de materializações que realizou, alem dos espíritos que se materializavam, havia ainda materializações de objetos diversos, flores, rostos e letreiros compostos por frases em parafina ditadas pelos presentes na sessão, entre outros fenômenos.

Em “Nos Domínios da Mediunidade”, o Espírito André Luiz nos descreve um de seus aprendizados sobre o assunto, quando observou uma sessão de materialização ocorrida aqui na Terra, cujos indícios nos levam a acreditar que tenha sido com o médium Francisco Peixoto Lins, o Peixotinho.

Ele nos conta que, durante esse fenômeno especialíssimo, o médium é desdobrado e afastado do corpo, semelhante a uma desencarnação. “Assim prostrado, sob o domínio dos técnicos de nosso plano, começou a expelir o ectoplasma, pasta flexível à maneira de uma geléia viscosa e semilíquida, através de todos os poros e, com mais abundância, pelos orifícios naturais, particularmente a boca, as narinas e os ouvidos, com elevada porcentagem a se exteriorizar igualmente do tórax e das extremidades dos dedos”, explica. Esse fluido condensado era de uma alvura extraordinária, ligeiramente luminosa, comparável à clara de ovo, com um cheiro característico e indescritível.

A materialização, é o fenômeno mediúnico no qual um espírito desencarnado ou um objeto qualquer, não proveniente do mundo físico, torna-se visível e tangível. É, portanto, uma manifestação de efeitos físicos.

Para que um espírito desencarnado materialize o seu perispírito ou um objeto inexistente no mundo físico, ele tem que fazer uso de uma substância semi-material exalada pelos seres vivos em geral e, em maior quantidade, pelos médiuns de efeitos físicos, chamada de ectoplasma.

Em O Livro dos Médiuns, o Espírito São Luís responde algumas questões referentes às manifestações físicas. Segundo São Luís, o que anima a matéria ou os objetos que se movem, bem como o que materializa os Espíritos, é uma combinação do fluido cósmico universal com o fluido perispiritual do próprio médium e o fluido do perispírito de espíritos mais ligados à matéria, ou seja, menos evoluídos. Essa composição fluídica “anima” a matéria, envolvendo os objetos entre o espaço molecular e penetrando igualmente os corpos, como um imenso oceano.

À vontade do Espírito que coordena o fenômeno conduz o movimento dos objetos, por isso, ela é a causa do fenômeno, enquanto que a mescla de fluidos é o veículo condutor deste. Por exemplo, um Espírito materializado que escreve ou toca piano. Ele deita seus dedos sobre as teclas, porém, não é sua “força muscular” que as impulsiona. Na verdade, é o fluido que as anima, interpondo-se no espaço entre as moléculas da matéria de que é composto e acatando a vontade do Espírito.

A presença de um ou mais médiuns de efeitos físicos é essencial à ocorrência de fenômenos de materialização, são raros os Núcleos Espíritas que atualmente mantêm sessões com tal finalidade.

Rogério Fernando
fernandosilva_art@hotmail.com

Aborto, uma viagem impedida

Sexta, 31 de Julho de 2009

Imagine que você esteja programando uma viagem há muitos anos, e que ela fosse a coisa mais importante de sua vida, onde você conseguiria alcançar progressos, construir novas amizades, restabelecer afetos que foram desfeitos por atos impensados de sua parte no passado, conquistar o amor de pessoas, reencontrar novamente a pessoa que você mais ama, colaborar com avanços para a sociedade e em um determinado dia alguém lhe diz que você finalmente irá fazer essa viagem, e que só terá que aguardar nove meses. Certamente você ficará muito feliz, pois esperava há muito por esse dia! Mas passados alguns meses sua viagem é impedida por alguém, sem que lhe pergunte nada, ou lhe deem alguma explicação.

Como você se sentiria? Pois para a pessoa que impediu sua viagem, pouco importou se você está vivo ou não! Pouco importou se você tem sentimentos, se esses sentimentos foram feridos, etc. Certamente você ficará muito triste e dependendo de seu temperamento ficará com muita raiva, não é mesmo?

Bom, com isto certamente antes de você impedir a viagem de alguém um dia, irá pensar nas conseqüências que este seu ato podem gerar. Pois assim como feriram seus sentimentos, os dele ou dela serão feridos também. Se você é a pessoa que espera esse viajante, imagine quantos benefícios ele pode lhe trazer no futuro, imagine as mudanças boas que ele fará em seu modo de vida, os cuidados que ele, com o amor que será acolhido, lhe dedicará no futuro quando você precisar do amor dele. Imagine que você impedindo a viagem desse Ser pode estar impedindo a chegada de um benfeitor para a humanidade, de um bom médico, cientista, religioso, político ou um homem de bem.

Imagine quantas oportunidades de resgate de débitos anteriores, de desentendimentos, poderão deixar de ser resgatados no impedimento da chegada desse viajante!

Essa é uma visão que podemos ter no caso do feto que está se desenvolvendo, e por um ato de desespero da mãe, por um ato muitas vezes impensado dos pais, ou por pressões da família, acaba por ser impedido de concluir a sua viagem e nascerem. Para muitos só há vida quando a criança nasce, nem imaginam que é na concepção, ou seja, quando o espermatozóide fecunda o óvulo, que a alma se liga ao feto que se desenvolverá durante nove meses, esse feto possuindo uma alma, tem sentimentos, dores, prazeres, desgostos e como nos referimos acima, muitos projetos futuros para a vida na Terra, assim como você que aguarda esse viajante e pensa em impedi-lo de concluir sua viagem, tem e teve projetos e sentimentos para sua vida! Antes de impedir a viagem de alguém, pense e reflita sobre essa foto, tirada durante uma cirurgia realizada em um feto ainda dentro da barriga de sua mãe, onde o bebê segura a mão do médico que estava operando.

Rogério Fernando
fernandosilva_art@hotmail.com

Para saber mais:
O Livros dos Espíritos - Allan Kardec

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Materialização de Espíritos na História da Humanidade - Parte 1

Sexta, 17 de Julho de 2009

O Homem lida com a mediunidade desde tempos imemoriais, pois esta é inerente ao ser Humano, ou seja, se desenvolveu conforme o desenvolvimento dos órgãos que constituem os mecanismos psíquicos do Ser. Com isto o Homem se deparou no decorrer de sua historia evolutiva com diversas manifestações físicas, que por falta de conhecimento dos fenômenos que lhe eram apresentados, alguns tomaram os fatos como “mistérios”, outros como “divinos” e até mesmo como “satânicos”, cada povo foi atribuindo os fenômenos mediúnicos a determinadas classificações e a determinados “deuses” ou “demônios”, conforme suas culturas e “saberes”.

As manifestações físicas dos espíritos transpassaram no tempo, temos noticias dessas manifestações principalmente em um dos livros mais respeitado pela maioria da Humanidade, a Bíblia; neste livro desde o Velho Testamento até o Novo Testamento, as manifestações físicas dos espíritos são explicitamente expostas, citemos algumas:

E levantou-se aquela mesma noite, e tomou as suas duas mulheres, e as suas duas servas, e os seus onze filhos, e passou o vau de Jaboque. E tomou-os e fê-los passar o ribeiro; e fez passar tudo o que tinha. Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um homem, até que a alva subiu. E vendo este que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele. E disse: Deixa-me ir, porque já a alva subiu. Porém ele disse: Não te deixarei ir, se não me abençoares. E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó. Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste. E Jacó lhe perguntou, e disse: Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E disse: Por que perguntas pelo meu nome? E abençoou-o ali. E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva.
Gênesis Cap. 32 – v. 22 ao 30

A luta de Jacó com um Espírito (um fenômeno típico de materialização), pois esta só poderia realizar-se na condição do relato bíblico, se o espírito contendor se encontrasse materializado.

Em Daniel Cap. V, há o fenômeno de uma materialização seguida de escrita direta, A Escritura na parede:

O rei Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus senhores, e bebeu vinho na presença dos mil . Havendo Belsazar provado o vinho, mandou trazer os vasos de ouro e de prata, que Nabucodonosor, seu pai, tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem neles o rei, os seus príncipes, as suas mulheres e concubinas. Então trouxeram os vasos de ouro, que foram tirados do templo da casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam neles o rei, os seus príncipes, as suas mulheres e concubinas. Beberam o vinho, e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira, e de pedra. Na mesma hora apareceram uns dedos de mão de homem, e escreviam, defronte do castiçal, na caiadura da parede do palácio real; e o rei via a parte da mão que estava escrevendo. Mudou-se então o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram; as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos batiam um no outro. E gritou o rei com força, que se introduzissem os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores; e falou o rei, dizendo aos sábios de babilônia: Qualquer que ler este escrito, e me declarar a sua interpretação, será vestido de púrpura, e trará uma cadeia de ouro ao pescoço e, no reino, será o terceiro governante. Então entraram todos os sábios do rei; mas não puderam ler o escrito, nem fazer saber ao rei a sua interpretação.
Daniel – Cap. V – v. 1 ao 8

Para aquele povo naquele tempo esses fenômenos eram atribuídos aos deuses, mas podemos notar que, o fenômeno de materialização da mão e o da escrita direta era algo inusitado, pois os tidos como “sábios”, não souberam decifrar a escrita, nem mesmo explicar o fenômeno ao Rei.

No novo Testamento temos ainda alguns relatos de manifestações físicas dos espíritos:

Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte, E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias. E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o. E os discípulos, ouvindo isto, caíram sobre os seus rostos, e tiveram grande medo. E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes, e disse: Levantai-vos, e não tenhais medo. E, erguendo eles os olhos, ninguém viram senão unicamente a Jesus.
Mateus Cap. 17 – v. 1 ao 8

Allan Kardec nos esclarece em “O Livro dos Médiuns” o fenômeno da transfiguração: “No fenômeno com que nos ocupamos, há mais alguma coisa. A teoria do perispírito nos vai esclarecer”.

Está, em princípio, admitido que o Espírito pode dar ao seu perispírito todas as aparências; que, mediante uma modificação na disposição molecular, pode dar-lhe a visibilidade, a tangibilidade e, conseguintemente, a opacidade; que o perispírito de uma pessoa viva, isolado do corpo, é passível das mesmas transformações; que essa mudança de estado se opera pela combinação dos fluidos. Figuremos agora o perispírito de uma pessoa viva, não isolado, mas irradiando-se em volta do corpo, de maneira a envolvê-lo numa espécie de vapor. Nesse estado, passível se torna das mesmas modificações de que o seria, se o corpo estivesse separado. Perdendo ele a sua transparência, o corpo pode desaparecer, tornar-se invisível, ficar velado, como se mergulhado numa bruma. Poderá então o perispírito mudar de aspecto, fazer-se brilhante, se tal for à vontade do Espírito e se este dispuser de poder para tanto. Um outro Espírito, combinando seus fluidos com os do primeiro, poderá, a essa combinação de fluidos, imprimir a aparência que lhe é própria, de tal sorte, que o corpo real desapareça sob o envoltório fluídico exterior, cuja aparência pode variar à vontade do Espírito. Esta parece ser a verdadeira causa do estranho fenômeno e raro, cumpra se diga, da transfiguração.
Cap. VII – Item 123

Além da transfiguração há também o fenômeno da materialização de Moisés e Elias. Pedro e seus companheiros “achavam-se dormindo” só depois despertam, podemos dizer que os apóstolos ali presentes, servindo-se de médiuns sem saberem, estavam efetivamente cedendo ectoplasma, desde que, em sua grande maioria, os médiuns de materialização ficam profundamente adormecidos durante as sessões.

Em João temos outro fenômeno de materialização, após a “morte” de Jesus:

Chegada, pois, à tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas às portas, onde os discípulos com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco. E, dizendo isto, mostrou-lhes as suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor. Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos. Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sin al dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei. E oito dias depois estavam outra vez os seus discípulos dentro, e com eles Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco. Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente. E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu! Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram.
João Cap. XX – v. 19 ao 29

Nesse episódio a materialização de Jesus se dá tão concreta que Tomé pôde tocá-lo. Foi o que ocorreu também nas experiências de materializações realizadas por William Crookes com o Espírito de Katie King, que veremos mais adiante.

Em atos dos apóstolos temos um outro fenômeno de materialização:

E lançaram mão dos apóstolos, e os puseram na prisão pública. Mas de noite um anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, tirando-os para fora, disse: Ide e apresentai-vos no templo, e dizei ao povo todas as palavras desta vida. E, ouvindo eles isto, entraram de manhã cedo no templo, e ensinavam. Chegando, porém, o sumo sacerdote e os que estavam com ele, convocaram o conselho, e a todos os an ci ãos dos filhos de Israel, e enviaram ao cárcere, para que de lá os trouxessem. Mas, tendo lá ido os servidores, não os achara m na prisão e, voltando, lho anunciaram, Dizendo: Achamos realmente o cárcere fechado, com toda a segurança, e os guardas, que estavam fora, diante das portas; mas, quando abrimos, ninguém achamos dentro. Então o sumo sacerdote, o capitão do templo e os chefes dos sacerdotes, ouvindo estas palavras, estavam perplexos acerca deles e do que viria a ser aquilo.
Atos dos Apóstolos – Cap. V – v. 18 ao 24

Não é de se admirar a perplexidade do povo daquela época pois, somente após séculos é que, as respostas para tais fenômenos seriam melhores exploradas e explicadas, já tendo a humanidade avançada um pouco mais, e com o avanço da Ciência e o advento do Espiritismo, homens notáveis se propuseram a estudar e explorar melhor esses fenômenos que desde tempos imemoriais tem ocorrido na humanidade.

Este artigo continua em sua Parte 2

Rogério Fernando
fernandosilva_art@hotmail.com

Magnetismo Animal

Quinta, 23 de Abril de 2009

No século XVIII, por volta de 1766, um médico alemão chamado Franz Anton Mesmer começou a divulgar uma técnica de cura, baseada na troca de energias entre pessoas vivas, a qual foi denominada de Magnetismo Animal.

O termo Magnetismo Animal foi inspirado no conceito de magnetismo mineral, que é o que ocorre entre os ímãs, que se atraem ou repelem.

Mesmer acreditava que todo ser vivo poderia transferir para uma pessoa doente as suas energias vitais e com isso aliviar ou curar certas dores.

Naquela época, como a medicina tradicional era extremamente agressiva, as idéias de Mesmer se difundiram muito rapidamente, e como era de se esperar, acabou encontrando resistência e muitos detratores.

Mesmer apenas havia lançado as primeiras sementes, dentro da classe médica, das enormes potencialidades que a natureza oferece, gratuitamente, para o alivio do sofrimento humano. Entretanto, não havia falado tudo, bem como algumas de suas idéias ainda eram incompletas, pois como ciência, o Magnetismo precisava ser aperfeiçoado através do tempo.

Kardec conheceu de perto essas novas idéias e é por isso que encontramos na sua obra monumental chamada de “O Livro dos Espíritos” conceitos como: energia vital, fluido magnético, sono magnético, sonambulismo, catalepsia, letargia, entre outros.

Foi a partir desses conceitos que surgiu o que, hoje, denominamos de “passe”.

O passe espírita é apenas uma pequena parte de todo o arsenal terapêutico que o magnetismo pode nos oferecer.

Quando a Doutrina Espírita foi transplantada para o Brasil, uma parte do conhecimento sobre o Magnetismo Animal caiu no esquecimento, cabendo às novas gerações resgatar alguns desses conceitos.

A própria ciência oficial acabou aceitando, como verdade, uma parte dos conceitos ensinados pelo Magnetismo, rebatizando-o com o nome de Hipnose e modernamente, como Programação Neuro-linguística (PNL).

Na verdade, o Magnetismo Animal é muito mais que tudo isso, e podemos defini-lo como sendo uma qualidade da alma de atrair, repelir, impregnar e transmitir energias vitais ou mentais, alterando o campo eletro-magnético das coisas vivas ou inanimadas.

O conceito é muito abrangente, e na literatura espírita encontramos grandes referências, ainda que indiretas, sobre o assunto.

Jesus, por exemplo, curava pela ação do Magnetismo Animal, injetava energias vitais nos corpos enfermos, promovia o afastamento dos Espíritos obsessores, emitia sugestões de saúde e fé nos corações enfraquecidos e com suas energias iluminadas pelo amor, restabelecia a esperança em muita gente, influenciando, positivamente, o psiquismo de centenas de doentes.

O Espiritismo-cristão manteve parte dessas tradições, daí enfatizarmos a necessidade de recuperar a parte esquecida da ciência do magnetismo, aprimorando conceitos, revisando posições, aumentando, enfim, os meios que temos a nosso dispor para aliviar as angústias do corpo e da alma, daqueles que, em grande aflição, nos procuram em busca de consolo, saúde e paz.

Ronaldo Campos
servirmais@uol.com.br

Para saber mais:
Mesmer, a ciência negada e os textos escondidos - autor: Paulo Henrique de Figueiredo, editora: LACHÂTRE

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O Espírito e as Leis Morais

Terça, 31 de Março de 2009

O Espírito se depara com a Lei Natural quando é criado pela Inteligência Suprema, e prossegue na Pluralidade das Existências.

Associa-se a Lei de Reprodução quando na concepção “apossa-se” do zigoto que a partir daí passa da vida orgânica, a possuir um princípio inteligente. E cumpre-a quando se torna um ser consciente que, possuindo as forças sexuais desenvolvidas, reproduz-se equilibradamente.

Integra-se na Lei de Sociedade quando chega ao seio materno, para que através da convivência familiar, seja reeducado para tornar-se um individuo, que, deverá colaborar com o desenvolvimento da sociedade que está integrado, em todos os sentidos socioculturais.

Interage com a Lei de Liberdade, quando desenvolvido os órgãos da inteligência, tem a capacidade de discernir o certo e o errado, exercendo o seu livre arbítrio para decidir as atitudes a serem tomadas com relação à vida. Cumpre-a quando respeita os limites de seu próximo, não invadindo a privacidade alheia.

Exerce a Lei do Trabalho, quando exercita as faculdades da inteligência humana, desenvolvendo as suas habilidades através do trabalho justo, digno e edificante para o ser humano.

Marcha na Lei do Progresso, quando assimila as experiências vividas, tendo-as como lições para a vida futura, aproveitando-as para sua evolução sendo elas boas ou ruins. Cumpre-a quando aplica o cabedal de suas experiências para o desenvolvimento do progresso na civilização em que vive.

Cumpre a Lei de Igualdade, quando deixa o orgulho e os preconceitos, para enxergar o seu próximo como filho do Criador assim como a si mesmo. Quando independente da posição que esteja na sociedade, auxilia e compreende sem distinção de raças, credos ou posição social.

Pratica a Lei de Conservação, quando zela pelo meio em que vive, auxiliando aqueles que são indefesos em relação aos perigos que os ameaçam, quando conserva os meios naturais que Deus lhe deu para sua sobrevivência, quando exercita a higiene pessoal, evitando as enfermidades do corpo.

Consagra-se a Lei de Adoração quando exercita sua fé, tornando-a inabalável e buscando na prece a orientação e a resignação para as vicissitudes da vida; cumpre-a quando respeita as crenças alheias, compreendendo que a melhor religião é aquela que encaminha o homem ao bem.

Perpetra a Lei de Justiça, de Amor e Caridade quando dentro do seu próprio lar, respeita a seu próximo, compreende as diferenças alheias, auxilia a todos, educa-se e educa, amando ao próximo como a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas.

Depara-se com a Lei de Destruição, quando enfrenta os cataclismos Terrestres, os flagelos destruidores e com a degeneração do próprio corpo que lhe serviu de vestimenta e retornará ao “pó da terra”.

Chegará a Perfeição Moral, quando através da pluralidade das Existências, aprender a cumprir todas as Leis Divinas e depurar-se dos vícios, do orgulho, do egoísmo, dos preconceitos e da vaidade, cumprindo assim, os desígnios de Deus com relação ao Espírito na sua longa jornada do átomo ao anjo.

Rogério Fernando Silva
fernandosilva_art@hotmail.com

Evangelho Segundo o Espiritismo - trecho sobre eutanásia

Terça, 17 de Março de 2009

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo V - Bem Aventurados os Aflitos. Allan Kardec

28. Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito poupar alguns instantes de angústias, apressando seu o fim?

Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir o homem até a borda do fosso, para daí o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar idéias diversas das que tinha? Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A Ciência não se terá enganado nunca em suas previsões? Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar desesperadores; mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades! Pois bem: essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento. O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é inapto a compreender essas coisas; o espírita, porém, que já sabe o que se passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento. Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai- vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque
esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro. – São Luís. (Paris, 1860.)

Trecho retirado do ESE, nesta página:

http://www.uniaoespirita.org.br/page003.aspx

Eutanásia, Não!

Sábado, 14 de Março de 2009

Palavra de origem grega, que significa morte sem dor. De tempos em tempos, somos defrontados com essa situação, quando temos um conhecido, parente, familiar ou amigos entre a vida e a morte, padecendo num leito de dor, despertando em nós o sentimento de compaixão. Recentemente, tivemos na mídia o caso de Eluana, uma italiana de 38 anos, que há 17 anos estava em coma, vivendo sob ajuda de aparelhos, num estado vegetativo. A família conseguiu na Justiça a autorização para a prática da eutanásia. O primeiro ministro italiano Silvio Berlusconni, indignado com a decisão da Justiça, exclamou publicamente que Eluana foi assassinada. O mais triste é que essa decisão não foi a primeira e nem será a última, pelo que temos percebido na legislação de alguns países, principalmente os chamados (vejam só) de Primeiro Mundo.

Numa visão materialista, onde o que se leva em conta é a existência pura e simples da matéria, do corpo, é impossível compreender a posição contrária a prática da eutanásia. Independentemente de questões religiosas, éticas ou bioéticas, há inúmeros casos de pacientes que foram desenganados pela medicina legal e que obtiveram a cura. Conversando esses dias com uma senhora, ela me disse que seu filho foi mandado para casa, porque os médicos disseram que ele teria poucos anos de vida e que não havia mais o que fazer. Ela nos contou que, já que ele não teria muito tempo de vida, tudo que ele pedia ela dava, feijoada, carne de porco, uma série de alimentos que haviam sido restringidos pelos médicos. Já se passaram 6 anos e ele continua vivendo. Para quem teve o prognóstico de poucos dias de vida, é uma diferença e tanto. Caso semelhante ocorreu com Jefferson Magalhães, que sofria de uma doença rara, degenerativa, que o levou a ficar em coma durante 100 dias(isso mesmo, cem dias), chegou a pesar 36Kg, como é de praxe foi mandado para casa, porque também foi desenganado pela medicina. Só que sob os cuidados maternos, Jefferson Magalhães se recuperou, hoje é um profissional, escritor, casado e tem filhos. Ele mesmo escreveu todo esse drama em seu livro “Cobaia de Mim”.

A Doutrina Espírita, como sempre é clara: nas questões 953, 953-a e 953-b, de “O Livro dos Espíritos”, temos a posição dos Espíritos superiores a respeito do assunto. À pergunta feita por Allan Kardec eles responderam: “… quem poderá estar certo de que esse termo tenha chegado, apesar das aparências, e de que um socorro inesperado não venha no último momento?” Fico pensando…, imagina se nos casos dos pacientes relatados acima, tivessem aplicado a eutanásia no período em que ficaram em coma. Quem tem a última palavra sobre a vida humana? Em se tratando de vida, ser humano algum pode decidir quem tem ou não o direito de viver. A vida é dom natural, é divino, está até na Constituição Federal do Brasil, é o bem mais precioso que nós temos.

Como mencionou o espírito Vianna de Carvalho, através da lavra mediúnica de Divaldo Pereira Franco “…Não cabe a ninguém o direito de fazer cessar o processo de sofrimento por meio da eutanásia, mesmo porque a morte do corpo não anula o fenômeno da necessidade específica de cada um, nos múltiplos estágios do crescimento espiritual…”

Amemos e atendamos com carinho nossos pacientes, familiares ou não, oremos, emitamos vibrações de compaixão e consolo. Se Jesus trouxe Lázaro de volta a vida, considerado já morto pelos seus contemporâneos, o que o Mestre faria então, com esses também considerados mortos pela medicina terrena?

EUTANÁSIA, NÃO!

Ricardo Campelo
campelo_r@yahoo.com.br

Para saber mais:
O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
Cobaia de mim - Jefferson Magalhães

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Jesus e o Espiritismo

Quarta, 4 de Fevereiro de 2009

Jesus foi o Espírito mais elevado que já esteve na Terra, seu Evangelho é a grande mensagem de Amor e Esperança para a humanidade. Jesus, não buscou os doutores da lei ou os sábios e poderosos da época para transmitir seus ensinamentos, pelo contrário, buscou os simples, os humildes, entre seus seguidores encontramos camponeses, pescadores, pessoas de vida equivocada, doentes do corpo e da alma que buscavam consolo com Sua presença, com Suas palavras, com Suas atitudes. Ele diria que os sãos não precisam de médicos (Mateus, 9:12). E foi justamente essa gente simples que seriam os primeiros responsáveis pela divulgação e prática das suas inesquecíveis lições. Hoje o Evangelho de Jesus está espalhado por todo o mundo e é de encantar quando refletimos na sua origem.

Em pouco tempo de pregação, Jesus conseguiu revolucionar a cultura, Ele foi tão grande que dividiu a história em duas, antes e depois Dele.

Sua Mensagem é profunda, encantadora e mais atual do que nunca. Ele poderia ter dito muito mais, todavia, a lógica nos faz concluir que não teríamos compreendido, uma vez que Jesus falava por parábolas, pregava o Amor, a Paz, o Perdão e mesmo assim foi condenado a morte, crucificado, imaginemos então o que fariam com ele caso tivesse pregado outras verdades, verdades estas, que Ele prometeria enviar quando estivéssemos preparados. Foi por isso que ele disse:

“Ainda tenho muitas coisas para dizer, mas agora vocês não seriam capazes de suportar. Quando vier o Espírito da Verdade, ele encaminhará vocês para toda a verdade.” (João, 16: 12-13)

Sabemos o quanto o Evangelho foi deturpado ao longo dos séculos. O Espiritismo, que surgiu no século XIX, quando as principais ciências já haviam se desenvolvido e quando a humanidade alcançara relativa maturidade, é o Consolador que Jesus prometeu enviar à Terra. A Missão do Espiritismo é Reviver o Evangelho com toda a simplicidade com a qual Jesus nos ensinou, e o Espiritismo, que é o Consolador Prometido por Jesus, cumpre a promessa do Cristo, pois nos ensina tudo o que o Mestre havia nos ensinado e muito mais.

Caro leitor, conhecer o Espiritismo é buscar Jesus sem atavismos, sem superstições, de forma clara, penetrante e real.

“Conhecereis a Verdade e ela vos libertará” (João 8:32). Sigamos com Jesus, hoje e sempre, compreendendo Sua mensagem através da meditação, reflexão no seu evangelho iluminado pelo conhecimento espírita.

Viver com Jesus é viver em Paz.

Bruno Rodrigues
brunoautor@gmail.com

Para saber mais:
O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec
A Gênese – Allan Kardec

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JESUS  65  1 2 - JESUS  65  1 2

Quem foi Allan Kardec?

Sexta, 23 de Janeiro de 2009

É comum vermos na mídia referências a Allan Kardec, como o inventor do Espiritismo. E quando perguntamos para as pessoas em geral, quem foi Allan Kardec, ouvimos as mais variadas opiniões e percebemos que poucos sabem responder corretamente. Algumas pessoas acreditam que ele é um deus que os espíritas seguem, outros dizem que ele quem criou o espiritismo e depois se matou, e aqui é necessário esclarecer que Allan Kardec faleceu no dia 31 de março de 1869 vítima de um aneurisma, ele não cometeu suicídio, pelo contrário, trabalhou intensamente até o último dia de vida física. Importante dizer também que existe apenas um Deus, o Criador de todo o universo e que Jesus Cristo com todo carinho chamava de Pai. Allan Kardec foi um homem a frente de seu tempo, dono de vasta cultura, inteligente, sábio e bondoso foi grande pedagogo na França onde nasceu. Seu verdadeiro nome foi Hippolyte Léon Denizard Rivail, nasceu na cidade de Lyon na França no dia 03 de outubro de 1804. Estudou no colégio de Pestalozzi (o maior educador da época) e quando completou seus estudos começou a dar aulas, fundou escola, traduziu livros, trabalhou como contador, casou-se com Amélie Gabrielle Boudet (também professora) e somente depois dos cinqüenta anos é que passou a conhecer os fenômenos espíritas passando a se dedicar ao seu estudo, pesquisa e com muito esforço e poucas horas de descanso lançaria no dia 18 de abril de 1857 “O Livro dos Espíritos”, que é o primeiro e mais importante livro espírita. Surgia aí o Espiritismo.

Para saber mais
Allan Kardec – O Educador e o Codificador Vol. 1 e 2. Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, editora FEB.
Para entender Allan Kardec, Dora Incontri, editora Lachâtre.

Na seção artigos do nosso Portal, você pode ler interessante artigo de Francisco Gabilan intitulado “A Missão de Kardec na Terra”

www.uniaoespirita.org.br

Kardec2 1 2 3 - Kardec2 1 2 3

O que não é o Espiritismo?

Quarta, 14 de Janeiro de 2009

Antes de comentar o que é o Espiritismo, seria importante dizer o que não é espiritismo. O preconceito que algumas pessoas possuem da Doutrina Espírita nasce da falta de conhecimento do que realmente ela é. A Doutrina Espírita não é Umbanda, não é Candomblé, não é uma ramificação do Catolicismo e tão pouco do Protestantismo e apesar disso respeita todas as religiões. O Espiritismo não é feitiçaria, não possui adivinhos, cartomantes, não se praticam sacrifícios, cultos, adoração de imagens, rituais, cerimônias, não possui sacerdócio, hierarquia.

No passado o preconceito já foi maior, mais ainda hoje algumas pessoas olham torto quando alguém se diz espírita. Uma das razões de tanta confusão, é que muitas pessoas que não são espíritas se dizem espíritas e acabam criando uma falsa imagem a esse respeito. Por exemplo, existem cartomantes que se dizem espíritas e leem mãos, jogam cartas, cobram por isso, e volto a dizer se dizem espíritas quando não o são. É comum vermos outras religiões usando o termo espírita, por exemplo, Centro Espírita de Umbanda, Igreja Evangélica Espírita, e por aí vai. Os casos são os mais variados, alguns até engraçados, dá vontade de rir para não chorar. Ou o local é um centro Espírita, uma igreja Evangélica ou um centro de Umbanda, já que um e outro são locais bem distintos. Em uma Casa Espírita não existem tambores, as pessoas não se vestem de branco e volto a reforçar, não fazem cultos, rituais, cerimônias.

Outro fato muito importante e que deve ser esclarecido é que algumas pessoas (religiosos) dizem que a Bíblia condena o espiritismo. Podemos dizer que essas pessoas provam o que dizem abrindo suas Bíblias e mostrando passagens bíblicas onde entre outras frases podemos ler (dependendo da edição e tradução da Bíblia) “não busquem os adivinhos, os necromantes, os médiuns espíritas”, em outras passagens encontramos “não busquem o Espiritismo”. Irei evitar citar capítulo e versículo para não ferir nenhuma religião, pois este não é de forma alguma nosso objetivo, mas vamos esclarecer alguns fatos. Comparando várias bíblias, de diferentes edições e traduções (bíblias católicas, protestantes e das Testemunhas de Jeová), vamos perceber que o mesmo versículo se encontra bem diferente de uma para outra, e a palavra “espírita”, “espiritismo”, “médium espírita” aparece em poucas Bíblias. O mais interessante é que a Bíblia é milenar, e a palavra “espírita” e “espiritismo” foram criadas por Allan Kardec no século XIX, e apareceram pela primeira vez na história a 152 anos atrás. Com isso concluímos que é impossível a Bíblia condenar o espiritismo e os espíritas, já que essas palavras não existiam na época e infelizmente, alguém muito mal intencionado alterou esses versículos. Portanto, caro leitor, quando alguém disser que a bíblia condena o Espiritismo, saiba que talvez a bíblia da pessoa (adulterada, modificada) pode até condenar, mas não o original (o antigo Testamento foi escrito em Hebraico, e consultando os originais, logicamente, não existe nenhuma condenação ao Espiritismo).

Por essas e outras que podemos dizer que ainda existe muita confusão e pouca informação sobre o que é o Espiritismo. Para diminuir esse fato é que criamos este periódico que tem como objetivo divulgar a Doutrina Espírita de forma clara, compreensível e atraente.

Caro leitor, envie para nosso e-mail suas dúvidas, que em próximas edições estaremos respondendo.

Para saber mais:
O que é o espiritismo, de Allan Kardec
Analisando as Traduções Bíblicas, Severino Celestino da Silva