Arquivo de 22 de Abril de 2009

Julgar as Pessoas

Quarta, 22 de Abril de 2009

No trânsito, ficamos irritados com o carro que passa em alta velocidade, enviamos muitas vezes toda nossa indignação através da nossa energia, mas não sabemos o motivo que leva aquele carro a andar em tão alta velocidade. E se o motorista está indo em emergência para um hospital? Não sabemos, e mesmo assim julgamos.

Em nosso dia a dia, fazemos isso constantemente, julgamos pessoas, situações, tudo isso sobre nossa ótica. Apesar de fazer isso o tempo todo, não gostamos que nos julguem, principalmente quando dizem algo sobre nós que não é verdade. E porque fazemos isso com as outras pessoas?

Este artigo poderia analisar a questão do julgamento de várias formas, vou escolher uma delas para aprofundar.

O tempo todo, nós estamos projetando um pouco de “nós” no mundo. Podemos acordar pela manhã, abrir as janelas e olhar o dia lá fora e pensar: _ Que dia maravilhoso! E acordar no dia seguinte, o dia estar do mesmo jeito e a gente dizer: _ Que dia horrível! O que mudou? O nosso estado emocional, o nosso interior. Cada um de nós temos uma forma única de ver o mundo. Diz Emmanuel que somos o que pensamos.

Dei o exemplo do dia maravilhoso ou horrível, mas o mesmo funciona para nossas relações. Muitas vezes encontramos uma pessoa que não a suportamos, criticamos suas atitudes, seu jeito. Joanna de Ângelis vai dizer no livro “O Ser Consciente” que “há uma necessidade de combater nos outros o que é desagradável em si mesmo”. E durante toda a Série Psicológica¹ ela vai dizer por várias vezes que tudo o que não gostamos nos outros, nós temos em nós. Projetamos nossos defeitos nos outros.
Isso nos faz pensar… quando encontramos aquela pessoa que achamos egoísta, no fundo, não é com ela que ficamos nervosos, mas ficamos irritados em saber que também somos tão egoístas quanto ela. Quando combatemos essa pessoas, no fundo estamos tentando combater nossas más inclinações.
Portanto, caro leitor, muito cuidado com os seus julgamentos, provavelmente, aquele defeito que você vê nas outras pessoas, faz parte da sua personalidade.

Outra questão muito interessante, é que nós só nos ofendemos com alguma coisa que alguém nos diz, quando concordamos com a pessoa. Vou dar alguns exemplos para ficar mais claro. Vamos imaginar que uma pessoa muito magra, seja chamada de gorda, essa pessoa não irá se irritar por ter sido chamada de gorda, pois ela sabe que não é gorda, mas talvez se a chamarem de magra, magrela, ela se irrite. Lembrando… só nos irritamos quando concordamos com o que a pessoa esta dizendo. Outro exemplo, uma pessoa chega para uma mãe e diz: _ Você é uma mãe desnaturada, você não cuida bem dos seus filhos, etc… Se essa mãe ficar irritada, ofendida ou se revoltar, mostra que ela concorda com a pessoa que disse, mostra que no fundo ela pensa mesmo isso dela, agora, se é uma mãe bem resolvida, não irá se irritar, pois ela sabe que é uma boa mãe. Esses exemplos servem para nos conhecermos melhor. Estamos nos irritando com as outras pessoas? Com o que elas dizem sobre nós? Será que concordamos com elas?

A proposta deste artigo foi trazer material para refletirmos e percebemos que às vezes achamos que estamos julgando as pessoas, mas que no fundo, estamos julgando a nós mesmos. Que possamos tomar mais cuidado com nossos julgamentos.

Paz a todos.

Bruno Rodrigues

¹Série Psicológica: Conjunto de livros, escritos pelo Espírito Joanna de Ângelis, através do médium Divaldo Franco, sobre a Psicologia à Luz do Espiritismo.

Para saber mais:
O Ser Consciente - Espírito Joanna de Ângelis, médium Divaldo Pereira Franco

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