Magnetismo Animal
Quinta, 23 de Abril de 2009No século XVIII, por volta de 1766, um médico alemão chamado Franz Anton Mesmer começou a divulgar uma técnica de cura, baseada na troca de energias entre pessoas vivas, a qual foi denominada de Magnetismo Animal.
O termo Magnetismo Animal foi inspirado no conceito de magnetismo mineral, que é o que ocorre entre os ímãs, que se atraem ou repelem.
Mesmer acreditava que todo ser vivo poderia transferir para uma pessoa doente as suas energias vitais e com isso aliviar ou curar certas dores.
Naquela época, como a medicina tradicional era extremamente agressiva, as idéias de Mesmer se difundiram muito rapidamente, e como era de se esperar, acabou encontrando resistência e muitos detratores.
Mesmer apenas havia lançado as primeiras sementes, dentro da classe médica, das enormes potencialidades que a natureza oferece, gratuitamente, para o alivio do sofrimento humano. Entretanto, não havia falado tudo, bem como algumas de suas idéias ainda eram incompletas, pois como ciência, o Magnetismo precisava ser aperfeiçoado através do tempo.
Kardec conheceu de perto essas novas idéias e é por isso que encontramos na sua obra monumental chamada de “O Livro dos Espíritos” conceitos como: energia vital, fluido magnético, sono magnético, sonambulismo, catalepsia, letargia, entre outros.
Foi a partir desses conceitos que surgiu o que, hoje, denominamos de “passe”.
O passe espírita é apenas uma pequena parte de todo o arsenal terapêutico que o magnetismo pode nos oferecer.
Quando a Doutrina Espírita foi transplantada para o Brasil, uma parte do conhecimento sobre o Magnetismo Animal caiu no esquecimento, cabendo às novas gerações resgatar alguns desses conceitos.
A própria ciência oficial acabou aceitando, como verdade, uma parte dos conceitos ensinados pelo Magnetismo, rebatizando-o com o nome de Hipnose e modernamente, como Programação Neuro-linguística (PNL).
Na verdade, o Magnetismo Animal é muito mais que tudo isso, e podemos defini-lo como sendo uma qualidade da alma de atrair, repelir, impregnar e transmitir energias vitais ou mentais, alterando o campo eletro-magnético das coisas vivas ou inanimadas.
O conceito é muito abrangente, e na literatura espírita encontramos grandes referências, ainda que indiretas, sobre o assunto.
Jesus, por exemplo, curava pela ação do Magnetismo Animal, injetava energias vitais nos corpos enfermos, promovia o afastamento dos Espíritos obsessores, emitia sugestões de saúde e fé nos corações enfraquecidos e com suas energias iluminadas pelo amor, restabelecia a esperança em muita gente, influenciando, positivamente, o psiquismo de centenas de doentes.
O Espiritismo-cristão manteve parte dessas tradições, daí enfatizarmos a necessidade de recuperar a parte esquecida da ciência do magnetismo, aprimorando conceitos, revisando posições, aumentando, enfim, os meios que temos a nosso dispor para aliviar as angústias do corpo e da alma, daqueles que, em grande aflição, nos procuram em busca de consolo, saúde e paz.
Ronaldo Campos
servirmais@uol.com.br
Para saber mais:
Mesmer, a ciência negada e os textos escondidos - autor: Paulo Henrique de Figueiredo, editora: LACHÂTRE

