Eutanásia, Não!
Palavra de origem grega, que significa morte sem dor. De tempos em tempos, somos defrontados com essa situação, quando temos um conhecido, parente, familiar ou amigos entre a vida e a morte, padecendo num leito de dor, despertando em nós o sentimento de compaixão. Recentemente, tivemos na mídia o caso de Eluana, uma italiana de 38 anos, que há 17 anos estava em coma, vivendo sob ajuda de aparelhos, num estado vegetativo. A família conseguiu na Justiça a autorização para a prática da eutanásia. O primeiro ministro italiano Silvio Berlusconni, indignado com a decisão da Justiça, exclamou publicamente que Eluana foi assassinada. O mais triste é que essa decisão não foi a primeira e nem será a última, pelo que temos percebido na legislação de alguns países, principalmente os chamados (vejam só) de Primeiro Mundo.
Numa visão materialista, onde o que se leva em conta é a existência pura e simples da matéria, do corpo, é impossível compreender a posição contrária a prática da eutanásia. Independentemente de questões religiosas, éticas ou bioéticas, há inúmeros casos de pacientes que foram desenganados pela medicina legal e que obtiveram a cura. Conversando esses dias com uma senhora, ela me disse que seu filho foi mandado para casa, porque os médicos disseram que ele teria poucos anos de vida e que não havia mais o que fazer. Ela nos contou que, já que ele não teria muito tempo de vida, tudo que ele pedia ela dava, feijoada, carne de porco, uma série de alimentos que haviam sido restringidos pelos médicos. Já se passaram 6 anos e ele continua vivendo. Para quem teve o prognóstico de poucos dias de vida, é uma diferença e tanto. Caso semelhante ocorreu com Jefferson Magalhães, que sofria de uma doença rara, degenerativa, que o levou a ficar em coma durante 100 dias(isso mesmo, cem dias), chegou a pesar 36Kg, como é de praxe foi mandado para casa, porque também foi desenganado pela medicina. Só que sob os cuidados maternos, Jefferson Magalhães se recuperou, hoje é um profissional, escritor, casado e tem filhos. Ele mesmo escreveu todo esse drama em seu livro “Cobaia de Mim”.
A Doutrina Espírita, como sempre é clara: nas questões 953, 953-a e 953-b, de “O Livro dos Espíritos”, temos a posição dos Espíritos superiores a respeito do assunto. À pergunta feita por Allan Kardec eles responderam: “… quem poderá estar certo de que esse termo tenha chegado, apesar das aparências, e de que um socorro inesperado não venha no último momento?” Fico pensando…, imagina se nos casos dos pacientes relatados acima, tivessem aplicado a eutanásia no período em que ficaram em coma. Quem tem a última palavra sobre a vida humana? Em se tratando de vida, ser humano algum pode decidir quem tem ou não o direito de viver. A vida é dom natural, é divino, está até na Constituição Federal do Brasil, é o bem mais precioso que nós temos.
Como mencionou o espírito Vianna de Carvalho, através da lavra mediúnica de Divaldo Pereira Franco “…Não cabe a ninguém o direito de fazer cessar o processo de sofrimento por meio da eutanásia, mesmo porque a morte do corpo não anula o fenômeno da necessidade específica de cada um, nos múltiplos estágios do crescimento espiritual…”
Amemos e atendamos com carinho nossos pacientes, familiares ou não, oremos, emitamos vibrações de compaixão e consolo. Se Jesus trouxe Lázaro de volta a vida, considerado já morto pelos seus contemporâneos, o que o Mestre faria então, com esses também considerados mortos pela medicina terrena?
EUTANÁSIA, NÃO!
Ricardo Campelo
campelo_r@yahoo.com.br
Para saber mais:
O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
Cobaia de mim - Jefferson Magalhães
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17 de Março de 200916:32 em
Muito Obrigada pelos esclarecimentos.
Conheci este BLOG através de um jornal que recebi na estação de trem de Carapicuíba, achei interessante o jeito de pensar de vocês.
Vou continuar acomapnahdno o BLOG e se continuar gostando vou avisar.